Não bastasse aquele domingão na praia que choveu a cântaros Sente só a fria que eu ia entrando com essa mina
Escrevi seu nome neste meu lencinho Que tanto estimo branco por inteiro Isabel de Lourdes Souza Admetirdes Da Fonseca e Silva de Leão Monteiro Hoje olhando o lenço eu sei porque que é Que nosso amor há muito tempo que não deu mais pé É muito nome pruma só muié E pra esse teu criado que se chama Zé
Mas pensando bem foi muito bão Entre nós dois tinha um cifrão Pra mutilar nosso bem querer Você é rica toma até Q-suco E eu sou pobre meio maluco E o que mais gosto é pinga com limão Que bão, que bão, que bão
Escrevi seu nome neste meu lencinho Que tanto estimo branco por inteiro Isabel de Lourdes Souza Admetirdes Da Fonseca e Silva de Leão Monteiro E hoje olhando o lenço eu sei porque que é Que nosso amor há muito tempo que não deu mais pé É muito nome pruma só muié E pra esse teu criado que atende por Zé
Mas pensando bem foi muito bão Entre nós dois tinha um cifrão Pra mutilar nosso bem querer Você é rica toma até Q-suco E eu sou pobre meio maluco E o que mais gosto é pinga com limão Que bão, que bão, que bão
E pra reforçar eu vou citar um poeta Antes viver só do que viver sozinho Onde um come pouco, dois vão passar fome Já tenho em casa um gato e um passarinho Vamos que eu me case com alguém que eu ame Esse alguém me chame Esse alguém reclame em busca de carinho E eu enamorado largue da vigília O gato impiedoso come o passarinho
Sim, e pra reforçar eu vou citar um poeta Antes viver só do que viver sozinho Onde um come pouco, dois vão passar fome Já tenho em casa um gato e um passarinho Vamos que eu me case com alguém que eu ame Esse alguém me chame Esse alguém reclame em busca de carinho E eu enamorado largue da vigília O gato impiedoso janta o passarinho Deus do céu!
Então pensando bem foi muito bão Entre nós dois tinha um cifrão Pra mutilar nosso bem querer Você é rica toma até Q-suco E eu sou pobre meio maluco E o que mais gosto é pinga com limão Que bão, que bão, que bão
Já brincou de karaokê? Divertido, não? Imagine agora um karaokê com mais de 13.500 pessoas e dois mil microfones. Uma operadora de celular na Inglaterra convocou as pessoas para aparecerem na Trafalgar Square, uma praça no centro de Londres. A maioria achava que iria dançar como a empresa já tinha feito na estação de metrô Liverpool, mas desta vez era para soltar a voz e cantar o clássico dos Beatles 'Hey Jude'. Veja como ficou:
Naquela decepcionante visão de parcas dimensões de terra, de pálidos verdes amarelos e daquela voz colada em sua mente, Corta-Orelha teve um calafrio e pressentiu que alguém o observava.
De repente, ouviu um sussurro. - Ivan, Ivan aqui... aproxime-se. Olhou para os lados e nada. Novamente ouviu - Aqui, aqui no meio do jardim. Olhou pra lá e logo dirigiu-se naquela direção.
Como sabes meu nome? Quem é você?
Não temas! Sejas bem vindo. Somos da mesma matriz. Enquanto você escavava de Ivanhika pra cá algumas partículas irmãs me avisaram da sua chegada. Os gigantes daqui nos vêem como pedras e metais, como material sem vida, não sabem muito sobre nós, eles se satisfazem somente em moldar-nos a imagem e semelhança deles, depois nos veneram chamando-nos de monumentos, imagens sagradas ou bustos. Assim, quando passamos por eles causamos lembranças, medos, calafrios ou simplesmente aquela sensação que alguns chamam de saudade. Caro amigo devo informar que temos uma árdua missão aqui nessa dimensão.
Missão aqui? Busco somente o amarelo trigo na terra verde couve-salgada!
Não Ivan, não sabes, mas você é a peça chave dessa Missão. Andam roubando almas por aqui! Algumas medidas emergenciais já foram providenciadas. As almas gigantes receberam salvas-vidas para garantia e proteção.
O que devo fazer?
Deves levar em conta tudo que falam. Deves ler, pensar e escrever tudo que achar pertinente. Deves ouvir estrelas e se possível consultar Laura Fuentes sobre o que mais pode ser feito.
Aquele do João que não é Guimarães e que prefere o Vermelho a Rosa.
Do narrador seus ouvintes:
- Jojô, sangue bão, só de boa. Não era celebridade, mas era dez. Com as mina ninguém pode! Dormiu tá na roça! Tá ligado? Sei lá o nome esquisito o daquela Livíria, Rivília ou Irlívia, só falá nela o Jojô aparecia.
Mina da hora, filézinho, garota esperta, mas...casada. Ficaram de olho um no outro. Pintou um clima e depois sei lá ...
O maridão dela era marombado, ciumento e tinha uns cupincha que num tiravam o zóio, dominavam tudo. Os dois no segredo, tudo no perigo. Passarinho que come pedra sabe o cu que tem. Depois nunca mais vi os dois di lero. Jojô só na moita marcou e o lance deles melou.
Um dia a casa caiu. Desabô quase geral. O maridão pegou a mina com um mané... O sangue subiu nos zóio do cara, não aguentou pegou o berro e pimba, apagou o mané. Aterrorizou a mina que se borrou toda.
Jojô endoidô virô nóia total. Num queria treta com o cara. Tentou fica frio, mas dava muita bandeira.
Ela - na dela - mó gostosa, mó tesão. Ele bundão, não se aguentando, cagão.
Esse mundo é loco mesmo e o Jojô rabudo demais. Um dia o maridão se deu mal, fizeram o cara come grama pela raiz, num se sabe direito se afogado ou de tiro.
Jojô tava ligado. Rapidinho deu um lero com ela - muito esperta, foi ficando logo. Jojô ficô se achando. Tava vidrado na mina, endoidou e casou.
Casou mano...já era! O povo falou, mas o cara nem si ligou.
Cabeçudo! Vacilão! O cara dormiu no ponto e a fila andou com ele na frente, perdeu a vez e ganhou um par de chifres.
Corno manso, o bundão num fez nada. Ninguém morreu. Mandou a mina andar, falô pra ela dar linha e sair do pedaço.
Uns riram outros choraram, outros choraram de tanto rir, o povo gosta mesmo é de falar. Jojô só queria abafar o caso.
Esse bagulho de felicidade não se acha por aí, acho que nem tem no camelô. Jojô e Vilíria no fim se amancebaram e sobreviveram com o que sobrou de suas vidas.
Não me senti à vontade para registrar minha biografia no Museu da Pessoa, por outro lado, acreditando na importância do auto-conhecimento do escritor, constatei que não podia amarelar totalmente, enchi o peito de ar e aplicando todo conhecimento assimilado na aula do Professor Bruno, resolvi criar um blog específico (Ficção e Fato) que trata do tema.
Acredito que não sou deste nem do quarto mundo, muito menos o salvador da pátria.
O esboço biográfico que fiz parece-me o exercício do narrador tendencioso, muito embora não constitui ficção mas fato.